domingo, 27 de março de 2011

TRAVESTIS, GAROTOS DE PROGRAMA E PROSTITUTAS TEM DIREITO DE PAGAR INSS PARA TER BENEFÍCIOS E APOSENTAR

Travestis , Garotos de programa e Prostitutas podem ter suas atividades  reconhecida pelo governo desde 2002. Podem pagar INSS e ter benefícios e aposentadoria.
 Lilith é travesti, profissional do sexo, e queria que nos seus registros fosse incluída a correspondente ocupação. Desde 2002, essa atividade é reconhecida pelo Ministério do Trabalho e aceita pela Previdência na inscrição de contribuintes individuais.

Travestis , Garotos de programa e Prostitutas caso não consigam fazer a inscrição do benefício de contribuição, podem pedir ajuda de um advogado e de uma assistente social, conseguiu convencer os funcionários de que a inscrição no regime previdenciário poderia ser feita como profissional do sexo, não apenas como contribuinte individual.
Ainda que recolha a contribuição como autônoma, Travestis , Garotos de programa e Prostitutas podem ter benefícios específicos para o tipo de atividade que desempenha.


Déficit da Previdência cai 17,6% em fevereiro, para R$ 3,3 bilhões Problemas com a perícia estão no topo da lista de reclamações do INSS
Travestis, Garotos de programa e Prostitutas como ficam expostas a riscos, como violência, DSTs [Doenças Sexualmente Transmissíveis], poluição sonora... e estando enquadrada como profissional do sexo, tenham direitos que não teria se deixasse de informar sua verdadeira ocupação na inscrição de contribuição INSS.
No ano passado, por exemplo, fui assaltada e fiquei 20 dias afastada. Se já tivesse saído o INSS, eu não ficaria sem receber”, argumentou.

Segundo último levantamento do ministério, o país tem cerca de 9,41 milhões de contribuintes individuais. No entanto, o órgão informou ser impossível identificar com qual registro cada uma dessas pessoas está inscrita e que, independentemente da atividade desempenhada, todos os trabalhadores têm os mesmos direitos.
As mulheres, os garotos de programa, sendo travestis ou não, podem ter os mesmos direitos que qualquer outra pessoa que paga a Previdência. Quer outras profissionais do sexo contribuam como tal e tenham os mesmos benefícios com os quais conta hoje.
As mulheres, os garotos de programa, sendo travestis ou não, podem ter os mesmos direitos que qualquer outra pessoa que paga a Previdência. Pode demorar muitos anos, mas um dia as pessoas se aposentam.
Benefícios

De acordo com o INSS, os contribuintes individuais e facultativos, independentemente da atividade registrada, têm direito a aposentadoria por idade, por invalidez, por tempo de contribuição, especial e benefícios tais como, pensão por morte, salário-família e auxílio-reclusão.
A alíquota de contribuição desse tipo de segurado é de 20% sobre o salário de contribuição. Os contribuintes que optam pelo Plano Simplificado de Previdência Social pagam a alíquota de 11%.

sábado, 26 de março de 2011

HISTÓRIAS DE UBERLÂNDIA - PALACETE NAGHETTINI


O Palacete Ângelo Naghettine foi construído entre os anos de 1925 e 1927 por um construtor alemão que se encontrava na cidade a serviço da Prefeitura Municipal, cujo nome não pôde ser identificado.
O edifício, com três pavimentos, era o mais alto da cidade na época de sua construção e um dos mais requintados. Empregou tecnologia inovadora utilizando cimento importado, novos materiais nos acabamentos, mobiliários e ornamentos também importados.
Foi projetado para abrigar a residência da família e o estúdio de fotografia, que ocupavam o primeiro pavimento, alguns cômodos comerciais no térreo, que eram usados para outros empreendimentos do proprietário, tais como empresa funerária, óptica (a primeira da cidade), loja de jóias e fábrica de molduras de quadros e espelhos (também a primeira da cidade). O terceiro pavimento constituía-se de um mirante e sótão, que durante algum tempo foi utilizado como estúdio fotográfico.
Depois da morte do Sr. Naghettini, em 1983, a divisão dos cômodos do térreo foi alterada e alugados para estabelecimentos comerciais e adquirido pelo Sr. Vitório Siquierolli.
Após esta data, o primeiro e segundo pavimentos também foram redivididos e passaram a ser alugados para lojas. O proprietário do imóvel adquiriu o terreno da lateral esquerda e o transformou em estacionamento para as lojas. Em 2000, todo o edifício foi reformado.
O edifício de três pavimentos possui planta regular, é alinhado à calçada, tem acesso pela avenida Afonso Pena, através do pavimento térreo. Possui uma escada lateral nos fundos, datada da época da construção, que leva ao segundo pavimento onde se localizavam as demais dependências da residência.
Esse edifício marca o início das construções no espaço urbano de Uberlândia que ficou conhecido como “Cidade Nova”. Sua beleza e excentricidade nos dá mostra dos projetos arquitetônicos que estavam sendo implementados em Uberabinha no início do século XX.
Seu endereço se localiza na Av. Afonso Pena, nº 52.

TIPOS DE ENERGIA

A geração de energia elétrica sempre provoca algum efeito na natureza, mas cada processo tem suas particularidades.
Abaixo estão explicações quais as vantagens e desvantagens dos principais tipos de usinas disponíveis, levando em conta não só a questão ambiental, mas também os custos e a viabilidade de cada técnica.

Tipo de usina Vantagens Desvantagens

Hidroelétrica
- Emissão de gases causadores do efeito estufa muito baixa
- Baixo custo
- Impacto social e ambiental do represamento do rio
- Dependência (limitada) das condições climáticas

Termoelétrica a carvão
- Baixo custo de construção e combustível
- Alta produtividade
- Independência das condições climáticas
- Emissão de gases de efeito estufa muito alta (é a que mais emite)
- Poluição local do ar com elementos que causam chuva ácida e afetam a respiração

Termoelétrica a gás natural

- Baixo custo de construção
- Independência das condições climáticas
- Baixa poluição local (comparada à termoelétrica a carvão)
- Emissão de gases de efeito estufa alta (menor que a do carvão, porém significativa)
- Custo de combustível muito oscilante (atrelado ao petróleo)

Termoelétrica a biomassa

- Baixo custo de construção e combustível
- Emissão de gases de efeito estufa praticamente se anula (o ciclo do carbono fica perto de ser fechado)
- Independência das condições climáticas
- Disputa do espaço do solo com a produção de alimentos
- Caso haja desmatamentos para o cultivo, cria um novo problema ambiental

Nuclear

- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Alta produtividade
- Independência das condições climáticas- Alto custo (exige investimentos em segurança)
- Produção de rejeitos radioativos
- Risco de acidentes (a probabilidade é baixa, mas os efeitos são gravíssimos)

Eólica

- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Impacto ambiental mínimo
- Baixa produtividade
- Dependência das condições climáticas
- Poluição visual

Fotovoltaica

- Baixo impacto ambiental
- Alto custo
- Baixa produtividade

Hidroelétrica
Mais de 80% da energia gerada no Brasil vem de usinas hidroelétricas. Essa energia é gerada pela correnteza dos rios, que faz girar turbinas instaladas em quedas d’água. De modo geral, a tecnologia é considerada limpa, uma vez que praticamente não emite gases de efeito estufa, que fortalecem o aquecimento global.
O grande problema ambiental – e também social – causado pelas hidroelétricas é a necessidade de represar os rios. Vastas regiões são alagadas, o que provoca não só a retirada das populações humanas do local, como alterações no ecossistema.

Usina hidroelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai (Foto: AP)

Eólica

A grande dependência do clima também é um problema das usinas eólicas – nas quais o vento move hélices que acionam turbinas. Esta alternativa não pode ser usada sozinha, é preciso que haja um sistema para complementá-la, mas faz sucesso por ser ecologicamente correta. “É energia de mais baixa emissão de gás de efeito estufa”, afirma Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia da organização ambientalista Greenpeace.
Uma alternativa é fazer com que eólicas e hidroelétricas se completem. “No Nordeste, os ventos sopram mais forte justamente na época mais seca”, exemplifica Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

Esse é o tipo de usina que mais cresce no mundo. “É a bola da vez mesmo”, diz Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da pós-graduação em engenharia da UFRJ. Por isso mesmo, o custo vem caindo.

Contudo, não é muito potente, e é preciso instalar várias usinas lado a lado para se obter bons resultados. Na Europa, já há comunidades que reclamam da poluição visual, que prejudica o turismo, relatam Schaeffer e Tolmasquim.

Parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul (Foto: Bernardo Fiusa/Divulgação)

TERMOELÉTRICAS
As usinas termoelétricas são o tipo mais comum do mundo. Nela, é queimado um combustível – carvão e gás natural são os mais usados – para ferver água. O vapor gira uma turbina e assim gera energia. “São imprescindíveis”, acredita José Manuel Diaz Francisco, coordenador de comunicação e segurança da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás. “São usinas mais baratas, com tecnologia consolidada e possuem a vantagem de garantir um suprimento de energia que não depende das condições”, completa.
O processo de queima da água, no entanto, traz um efeito indesejado. “Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar”, afirma Baitelo, do Greenpeace.
Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar"Ricardo Baitelo, do GreenpeaceAs termoelétricas a carvão respondem por mais de 40% da produção mundial de energia; as movidas a gás ocupam o segundo lugar na lista, com cerca de 21%. Entre os dois, o carvão é mais barato, porém polui mais. Além de emitir mais gás carbônico – responsável pelo aquecimento global –, causa poluição local, emitindo substâncias como enxofre e óxido nitroso, que afetam a respiração. Hoje em dia, há filtros capazes de reduzir esses efeitos, mas eles encarecem a construção das usinas.
No Brasil, uma alternativa mais ecológica é o uso da biomassa. Quando se usa material orgânico – o mais comum no país é o bagaço da cana –, a combustão não emite gases de efeito estufa. Isso acontece porque o gás carbônico liberado é utilizado pelas plantas na fotossíntese, fechando o ciclo do carbono. Os custos são semelhantes aos das termoelétricas a carvão.

Usina nuclear na França (Foto: François Mori/AP)Nuclear
O termo mais correto para denominar uma usina nuclear é “termonuclear”. Seu funcionamento é idêntico ao das demais usinas termoelétricas, a diferença está no combustível. A fissão nuclear do urânio – ou do plutônio – gera o calor e produz, por outro lado, material radioativo que tem de ser monitorado por milhares de anos, o que é apontado como o principal problema por todos os especialistas ouvidos.

“Acredito que seja o pior tipo de energia. Por mais que setor nuclear diga que todo empreendimento energético está vinculado a acidentes, a diferença é a perversidade do acidente nuclear. A radiação se estoca no organismo e pode ser transmitida por gerações”, reclama Baitelo, do Greenpeace.

Embora acidentes sejam raros, o risco não pode ser considerado pequeno. “Risco é a probabilidade de ocorrer um acidente multiplicada pela magnitude do dano. A probabilidade de acidente é baixíssima, mas os efeitos são muito graves”, explica Schaeffer, da UFRJ. “É como ter medo de andar de avião: há menos acidentes que carro, mas, quando há, são mais graves”, completa.
Apesar do risco de acidentes, a energia nuclear é benéfica ao meio ambiente em um aspecto. “O combustível em um reator nuclear não é queimado, portanto não há emissão de gases poluentes”, destaca José Manuel Diaz Francisco, da Eletronuclear.
É uma beleza, mas é caríssimo"Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da UFRJ, sobre os painéis fotovoltaicosFotovoltaica
Os painéis fotovoltaicos são feitos de materiais semicondutores à base de silício. Quando recebem radiação solar, liberam elétrons e geram energia.

sábado, 19 de março de 2011

Japão significado de sua bandeira

O círculo rubro que domina a bandeira do Japão representa o Sol. Seu desenho, chamado de Hinomaru (disco solar) pelos japoneses, surgiu como flâmula de samurais no século XVI e está desde então entranhado na cultura e na imagem do país. O Hinomaru também pode ser visto como uma referência à tecnologia que ajudou a transformar o Japão em uma das maiores potências do planeta – mas que agora representa uma ameaça.


Nosso Sol, como qualquer estrela do Universo, é um colossal reator nuclear. Em seu núcleo gasoso, a força gravitacional esmaga átomos de hidrogênio, que se rompem, gerando energia e formando átomos de hélio. A reação emite uma imensa quantidade de energia, principalmente na forma de luz e calor, que sustenta a vida na Terra. É uma reação de fusão nuclear. Bela, limpa e eficiente.

domingo, 13 de março de 2011

CAATINGA ÚNICO BIOMA VERDEIRAMENTE BRASILEIRO





A Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Mata Atlântica e os Pampas não são só brasileiros, mas há um importante bioma que é só nosso, que não existe nos países vizinhos. É a caatinga, o principal bioma do sertão nordestino.
Mata branca ou na linguagem dos índios tupis, caatinga. Esse é o único bioma exclusivamente brasileiro. Lugar onde as chuvas são poucas e concentradas em quatro, cinco meses do ano. Durante todo o período seco, as plantas da caatinga ficam praticamente sem folhas. Uma floresta de galhos retorcidos, espinhos, aparentemente pobre em biodiversidade.
Todo ano, quase três mil hectares de vegetação nativa viram lenha Na Paraíba, agricultores encaram o desafio de produzir e preservar Agroecologia traz renda e qualidade de vida para assentados Logo depois das primeiras chuvas, com pouca água, as plantas que pareciam mortas, renascem e nós conseguimos enxergar a riqueza e a diversidade de espécies que compõem a caatinga.


Referência bibliografica: pt.wikipedia.org/wiki/Caatinga