quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A imagem de um inseto capturado por uma gota de resina foi a vencedora do concurso espanhol Fotciencia 2010


A imagem de um inseto capturado por uma gota de resina foi a vencedora do concurso espanhol Fotciencia 2010, criado pelo Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) e pela Fundação Espanhola para Ciência e Tecnologia (FECYT) na Espanha.
Segundo o autor Pedro Ramos, a foto registra o início de um processo que dura milhões de anos e que tem uma importância fundamental para o conhecimento de alguns seres já extintos que tiveram seu DNA preservado pelo âmbar.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Descoberta de reptéis alados na Província da China

Por do Sol em Hong. Kong - CHINA
Espécies Darwinopterus linglongtaensis e Kunpengopterus sinensis

A parceria entre paleontólogos brasileiros e chineses trouxe à tona duas novas espécies de pterossauros, répteis voadores da Era dos Dinossaurp. Os bichos têm um estranho mosaico de características, embolando ainda mais as tentativas de entender a evolução de seu grupo, abrimdo assim uma nova janela de espécies dinossauros para a diversidade de pterossauros e mostram que, de fato, a gente ainda não entende bem as relações entre eles. Junto com Xiaolin Wang (membro da Academia Chinesa de Ciências) e outros colegas, Kellner batizou os novos bichos de Darwinopterus linglongtaensis e Kunpengopterus sinensis.
Como ocorre com outros fósseis chineses da província de Liaoning, os bichos tiveram alguns de seus tecidos moles preservados. Há algumas das fibras que davam sustentação às asas das criaturas e, no caso do Kunpengopterus, parte do que parece ter sido uma vistosa crista.
Até pouco tempo atrás, achava-se que apenas os pterossauros de cauda curta, os chamados pterodactiloides, possuíam cristas. "Mas os de cauda longa têm nos surpreendido ultimamente, tanto apresentando cristas ossificadas quanto as de tecido mole", afirma Kellner.
O paleontólogo defende a tese de que, na maioria das espécies, membros de ambos os sexos tinham os ornamentos, diferentemente do que se vê entre certas aves.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Descoberta da bactéria anunciada pela NASA- Pode ter vida fora do nosso Planeta Terra


A Agência Espacial Americana (Nasa) anunciou no Dia da Astronomia, quinta-feira (2) de dezembro de 2010, que pesquisadores encontraram, em um lago da Califórnia dos Estados Unidos, bactéria que incorpora o arsênio - um veneno letal para a maioria dos seres vivos - no DNA. Essa declaração, diziam empolgados os cientistas, terá impacto na busca de formas de vida extraterrestre.
Existem contestação´por parte dos cientistas. Existem outras possiblidades de a vida se rearranjar, diferentemente do que conhecíamos até agora. A gente sabia que os seres vivos eram compostos por carbono, nitrogênio, oxigênio, hidrogênio, fósforo e enxofre. A supresa está nessa bactéria, no lugar do fósforo, usar arsênio. Para entender, imagine que o DNA é uma escada. O fósforo é a lateral da escada, neste caso, no lugar dele, há o arsênio. Além disso, trata-se do inesperado porque o arsênio é um veneno para a maioria das espécies
Quem contesta diz que o arseniato no lugar do fosfato deveria gerar uma reação química que desmontaria a estrutura do DNA. Mesmo assim, a descoberta é fantástica porque deve haver uma reação que a gente não conhece que estabiliza o DNA composto com arseniato. Agora, os pesquisadores estão procurando outras bactérias em lugares ricos em arsênio para checar se existem outras semelhantes.
Um artigo, publicado em 2003, falava da hipótese de vida baseada em silício. O problema é que ele possui uma série de limitações físicas. No lugar da água - que permite que aconteçam processos químicos que dão origem à vida -, deve existir nitrogênio, amônia ou metano líquido. Mesmo assim, um fator complica essa criação. O silício trabalha em temperatura abaixo de zero, em por volta de -200 ºC. O metabolismo nessa condição é mais lento e a energia é baixa, tornando essa formação mais complicada. Sem contar que nitrogênio, amônia ou metano líquido são menos abundantes que a água.
Até HOJE, os cientistas procuravam algo parecido com o que conhecemos na Terra. Com a descoberta, há uma versatilidade para procurar vida fora do planeta. Pode ser que perdemos a chance de encontar vida fora do planeta, por não saber que certeza se existia desse tipo. Mas os pesquisadores não começaram o estudo, no lago da Califórnia, de olho nisso. Eles estudavam o lugar por ser muito salino e, mesmo assim, existirem bactérias vivendo bem lá. Sem querer, ao ver que o DNA incorpora o arsênio, surgiu a surpresa.
Desconsiderando encontrar vida inteligente, já que outra civilização teria que enviar um sinal para cá e a gente captar, pode ser que resquícios de bactérias que já existiram ou bactérias vivas sejam encontradas em Marte ou nas luas de Júpiter. Na Terra, mais de 99% dos organismos vivos são bactérias. Em Marte, por exemplo, há uma grande quantidade de gás metano. Sabe-se que o elemento pode ser derivado de respiração vegetal e o nitrogênio, por exemplo, de decomposição de sistemas vivos. Então, o subsolo do planeta pode estar repleto de bactérias ou, outra hipótese, é que alguma atividade geológica como vulcões gera o gás. O solo do planeta será escavado e analisado em busca de bactérias. A melhor maneira é ir até os planetas, luas, etc. Mas as distâncias entre eles e a Terra são muito grandes. Para chegar ao sistema estelar mais próximo de nós, o Alfa Centauri, seriam necessários 176 mil anos viajando na velocidade do ônibus espacial 28 mil Km/k.Além disso, para se ter uma ideia, de 500 planetas encontrados fora do Sistema Solar apenas no máximo seis são parecidos com a Terra. Talvez, a próxima geração de satélites seja capaz de ver mais longe e analisar os elementos químicos desses planetas.

domingo, 10 de outubro de 2010

10/10/2010 Data histórica



Hoje 10 de outubro de 2010 é uma data histórica, que não repetirá nunca mais. As datas que coincidem com os mesmos números não são frequentes.

sábado, 2 de outubro de 2010

Os Peanuts, que há 60 anos faziam sua estreia nos quadrinhos


Charlie Brown a partir deste sábado (2), faz 60 anos. NO dia 2 de outubro de 1950apareceu oficialmente pela primeira vez em uma tirinha criada por Charles Schulz.
O cartunista já trabalhava em alguns dos personagens que mais tarde se transformariam nos Peanuts desde 1947, quando fazia quadrinhos para um jornal de sua cidade natal, o St. Paul Pioneer Press. E durante os três anos seguintes ele ainda vendeu seus desenhos, com o nome de Li'l Folks, para outros lugares.
A estreia oficial dos Peanuts – já com o nome que Schulz nunca gostou – aconteceu mesmo naquele outubro de 1950, quando uma tirinha com Charlie Brown, Shermy e Patty (que não era a Pimentinha) foi publicada por oito jornais: The Washington Post, The Chicago Tribune, The Minneapolis Tribune, The Boston Globe, The Seattle Times, The Denver Post, The Allentown Call-Chronicle e The Bethlelem Globe-Times.
Com seus personagens agora espalhados por todos os Estados Unidos, o sucesso foi rápido. E não havia como ser diferente, considerando a qualidade dos quadrinhos e o carisma dos personagens. Especialmente, claro, de um certo cachorrinho que apareceu logo na terceira tirinha, publicada ainda em 1950.
No começo, Snoopy era um cachorro normal, que andava como todos os outros e só latia. Também não era tão culto, inteligente, sarcástico, dramático e versátil quanto acabou se tornando ao longo dos anos. Mas já roubava a cena. Tanto que não demorou muito até virar o foco dos quadrinhos e desenhos animados com a turma, que surgiram em 1973.
A esta altura, Charlie Brown, Snoopy e seus amigos já eram uma febre mundial, com seus quadrinhos publicados em 2.600 jornais, em 75 países. Estima-se que mais de 350 milhões de pessoas liam suas histórias quando tiras inéditas eram publicadas diariamente. E elas foram traduzidas para, pelo menos, 40 idiomas.
Mas toda história tem um fim e o dos quadrinhos dos Peanuts chegou no dia 13 de fevereiro de 2000, um dia após a morte de Charles Schulz, quando a última tirinha foi publicada. As diárias haviam sido interrompidas antes, em 3 de janeiro daquele mesmo ano, mas as dominicais continuaram saindo até o mês seguinte.
Como Schulz sempre fez questão absoluta de criar e desenhar todas as 17.897 tirinhas e deixou claro que ninguém mais o faria após sua morte, a despedida foi definitiva

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Arte-educação e interculturalidade enquanto instrumentos para consagração dos direitos e oportunidades de cidadão numa sociedade democrática

A proposta desta pesquisa é desenvolver um trabalho dissertativo, de análise e de reflexão na linha de pesquisa “Práticas e Processos em Artes”, com o tema “Arte-educação e interculturalidade“, que norteará na elaboração das ações e discussões no ensino da arte e as relações estabelecidas com a cultura regional, com ênfase na cultura local (tendo o foco nas culturas da periferia) e as relações de políticas educativas que permeiam o currículo escolar, com diálogo sobre construção da identidade e práticas escolares interculturais.
A escola é um espaço cultural diversificado, aberto ao pluralismo, à diversidade de gênero, etnias, culturas e capacidades diversas. E neste espaço, que é preciso pensar e refletir a educação a partir da compreensão do ensino da arte e sua relação com interculturalidade, tentar assim defender a sua importância, mesmo reconhecendo-se que a sociedade a vê como elemento ilustrativo, como adorno na grade curricular e não como uma aliada na construção dos elementos que compõem o mundo contemporâneo.
O objeto de estudo da pesquisa é a discussão do ensino de arte e as relações estabelecidas com a cultura regional, com ênfase na cultura local e as relações de poder que permeiam o currículo escolar, buscando um diálogo sobre a construção da identidade e práticas escolares interculturais, propondo sensibilizar para as situações dos olhares diferenciados as culturas locais. As ações e os olhares não são atos passivos; eles não fazem com que as coisas permaneçam imutáveis, mas sim transformá-las.
Os problemas diagnosticados nas escolas, de maneira geral, no âmbito das escolas públicas, refletem em parte a problemática atual do nosso país em relação à educação básica. Detectamos em nossos contextos escolares os mais variados problemas e buscamos priorizar aqueles problemas que nos são consensuais e que demandam maior urgência no implemento de ações efetivas para minimizá-los: percentuais alarmantes de evasão e repetência que permeiam o processo educativo; desmotivação e falta de interesse dos alunos pelas atividades curriculares, especialmente as atividades de artes; baixa auto-estima por parte de alunos e professores; desconhecimento quanto ao uso e a importância dos recursos tecnológicos por parte de alunos e professores; ausência de ações que favoreçam processos interdisciplinares e interculturais; práxis pedagógica tradicionalista; má qualidade das aulas; falta de material didático-pedagógico adequado às reais necessidades dos aprendizes; falta de conhecimento das relações interculturais efetivamente vividas na escola.
Assim como toda a pessoa tem o direito de uma educação de qualidade, que respeite plenamente sua identidade cultural, dentro dos limites impostos pelo respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais, as problemáticas levantados para a pesquisa são: O que é arte e o que não é arte? Qual importância do ensino da arte (arte-educação) no contexto social e cultural da cidade de Uberlândia-MG? Como abordar e (re)conhecer a cultura local e sensibilizar para as situações dos olhares para a diversidade cultural? Quais as tendências e concepções de ensino de arte que estão presentes na realidade educacional brasileira? É possível pensar propostas pedagógicas que vinculem a arte-educação com essas preocupações políticas e sociais mais amplas como a interculturalidade? Como trabalhar a arte e sua relação cultural regional, com ênfase na cultura local no Ensino Fundamental, considerando as diversas possibilidades culturais, como processo de negociação permanente, com fronteiras culturais re-significadas, dialogando com as práticas educativas em um contexto plural, evidenciado? Qual o olhar dado à arte e a cultura regional e a construção da identidade e da diferença? Em que medida a Arte-educação como discurso universal concorre para uma educação intercultural? A tradição da Modernidade, que supervalorizava o novo, impondo uma estética ocidental, como única possibilidade para a arte-educação, está sendo questionada, mas porque ainda não atende às demandas da sociedade pós-moderna?
Como professor-pesquisador da área da educação, sempre somos desafiados a buscar respostas a essas questões. Talvez, mais do que isso, as situações diariamente vividas nos instigam a levantar outras questões, que a partir dessas problemáticas levantadas, tentaremos apresentar teóricos de nomes significativos que correlacionam a arte-educação com interculturalidade, procurando assim mostrar a valência fundamental da Expressão Plástica no contexto de uma educação intercultural.
Deve salientar-se que a pesquisa aqui apresentada tem um caráter baseado na experiência de docente, nesses vinte e um anos de magistério na Educação Básica da rede municipal de ensino, mediada pelas relações interculturais efetivamente vividas na escola, e que, a análise se implicou naturalmente a um método descritivo, qualitativo, etnográfico, resultando em investigações qualitativas e fenomenológicas típicas de uma observação participante.
Então as hipóteses a serem levantadas são: Se contextualizarmos os conteúdos curriculares, aproximando-os da vida e dos centros de interesse do educando, através de práticas pedagógicas inovadoras e atualizadas, então estaremos lhes dando motivação e estímulo para estudar, através da melhoria da qualidade das aulas? Se proporcionarmos aos nossos alunos da educação básica, a oportunidade de realizar manifestações culturais no contexto escolar, enfocando o fazer artístico e pedagógico, então estaremos despertando neles o gosto e o espírito artístico, levando-os a lançar um novo olhar sobre o estudo da arte? Se trabalharmos com os educandos, mecanismos que os levem à construção da cidadania, da autonomia, da identidade cultural e das relações interpessoais e humanizantes, então contribuiremos para a elevação da sua auto-estima?
Nas últimas décadas do século XX, e início do século XXI consideráveis transformações aconteceram no ensino escolar do ensino fundamental, em especial em Arte-educação. Os discursos sobre as tendências pedagógicas e sobre as finalidades do ensino da arte neste nível escolar passaram por significativa revisão. Como não poderia deixar de ser, estas mudanças provém de questões mais amplas, inclusive no reconhecimento da cultura local, na interculturalidade. No entanto, pouco se sabe ainda sobre como elas repercutem no ensino de Arte nas escolas hoje, motivo que me levou ao desenvolvimento dessa pesquisa “A Arte-Educação e a interculturalidade”.
Observamos que o ensino de arte, desde a década de 1970, vem se constituindo como uma “questão socialmente problematizadora”, expressão dada por Azevedo(1997), em uma temática bastante debatida pela literatura educacional brasileira, sob diversos ângulos e critérios, com amplo campo de discussão e reflexão sobre o campo denominado “Arte-educação”.
Então através dessa pesquisa, procuraremos contribuir para a construção do conhecimento sustentado na experiência pedagógica da Expressão Plástica, no fruir e no fazer arte na interculturalidade em que emerge o nosso quotidiano escolar.
Nesta pesquisa, enfatizaremos o gesto criador dos alunos nos últimos quatro anos do ensino fundamental, cultural e etnicamente diferentes, estudando-se, no diálogo entre a educação e a arte, a possibilidade da sala de aula se transformarem em espaços empreendedores da dimensão humana. Assim, provocando atitudes do pensar e do agir autônomos, críticos e reflexivos da conduta ética, procurou-se através da experiência sensível e da atividade criadora, a exploração do Ser humano numa dimensão ontológica.
Esperamos que a presente pesquisa possibilite o desenvolvimento de um olhar mais clínico e crítico sobre a prática pedagógica de ensino de arte desenvolvida no âmbito da educação escolar brasileira e que possa subsidiar a re-configuração do ensino de arte voltado e comprometido com o crescimento integral dos alunos, que perpassam, também, pelo desenvolvimento cultural.
A promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) nº 9.394/96 traz novas questões, regulamentadas através de uma série de normas governamentais, entre elas os arte-educadores brasileiros conquistaram a obrigatoriedade do ensino de arte para toda a Educação Básica, e consagrou, oficialmente, a concepção de ensino de arte como conhecimento, ao explicitar que o ensino de arte escolar deverá promover desenvolvimento cultural dos alunos.
Para compreender estas transformações no contexto de ensino de Arte contemporâneo, é necessário revê-lo a luz da dinâmica histórica, relacionando-o às mudanças de paradigmas, nas ciências humanas, nas artes e na educação em geral. Estas são questões centrais que guiam esta pesquisa, com pretensões de fazer uma breve revisão teórica e crítica, com enfoque histórico, das Artes Visuais no ensino fundamental.
Nas reformas educacionais dos anos 90, o Ministério de Educação elabora os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), que, embora criticados por muitos docentes, incorporaram os chamados temas transversais, entre os quais o relativo à diversidade cultural. Em seguida à sua promulgação, as escolas e os professores receberam os PCNs, entre os quais o da área curricular de História, que destaca a importância social do conhecimento histórico e, a partir da análise da trajetória do ensino de história, critica a visão eurocêntrica que instituiu determinado modelo de identidade nacional. Apresenta ainda, como um de seus objetivos específicos, a construção da noção de identidade, relacionando identidades individuais, sociais e coletivas e propondo a apresentação de outros sujeitos históricos diferentes daqueles que dominaram o ensino dessa área curricular no Brasil.
Através da pesquisa verifiquei alguns estudiosos que relacionam arte-educação com a interculturalidade como Barbosa (1998a; 2002b; 2002d), Ritcher (2002;2003), Efland (2005) e Jogodzinski (2005) que declaram que concepção de ensino de arte como conhecimento está baseada no interculturalismo, na interdisciplinaridade e na aprendizagem dos conhecimentos artísticos, a partir da inter-relação entre o fazer, o ler e o contextualizar arte.
Segundo Barbosa (2002d) e Ritcher (2002) nos alertam que o termo mais adequado para designar a diversidade cultural no ensino da arte è a “interculturalidade”. Segundo Barbosa (2002d) o termo “intercultural” significa a interação entre as diferentes culturas.
Defendendo essa idéia, Ritcher afirma que “esse termo seria, portanto, o mais adequado a um ensino-aprendizagem em artes que se proponha a estabelecer a inter-relação entre os códigos culturais de diferentes grupos culturais” (2002, p. 86).
Segundo Barbosa, a Proposta Triangular de Ensino de Arte , e a seguinte:
A Proposta Triangular deriva de uma dupla triangulação. A primeira é de natureza epistemológica, ao designar aos componentes do ensino/aprendizagem por três ações mentalmente e sensorialmente básicas, quais sejam: criação (fazer artístico), leitura da obra de arte e contextualização. A segunda triangulação está na gênese da própria sistematização, originada em uma tríplice influência, na deglutinação de três outras abordagens epistemológicas: as Escuelas al Aire Libre mexicanas, o Critical Studies inglês e o Movimento de Apreciação Estética aliado ao DBAE (Discipline Based Art Education) americano (BARBOSA, 1998a, p. 35).
Para uma maior compreensão sobre Abordagem Triangular de Ensino de Arte, do ponto de vista das teorias educacionais e das teorias da aprendizagem, Barbosa afirma:
A educação cultura que se pretende com a Proposta Triangular é uma educação crítica do conhecimento construído pelo próprio aluno, com a mediação do professor, acerca do mundo visual e não uma “educação bancária”(BARBOSA, 1998a, p. 40).
Portanto, alguns arte-educadores passam a rever suas práticas, apostando no papel da escola e da educação com agentes de transformação sociocultural. O professor dentro desta perspectiva começa a rever seu papel de mero transmissor ou facilitador para o de mediador. O ensino da arte passa ser concebido como área de conhecimento. A Proposta Triangular (BARBOSA, 1991) no ensino da arte, valoriza o fazer artístico consciente e informado, o estudo da obra de arte de adultos, e a ampla contextualização dela. No bojo desta revolucionária proposta nasce a idéia de que o ensino da arte bem orientado pode preparar os estudantes para desenvolver a sensibilidade e a criatividade através das atividades artísticas.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

EDÍFICIO MARTINELLI


Visita à cobertura precisa ser agendada (Foto: Caroline Hasselman/ G1)

Terraço do Martinelli tem vista panorâmica da cidade (Foto: Caroline Hasselman/ G1)

Edíficio Martinelli, o primeiros aranha-céu de São Paulo, tem atualmente um total,d e 26 andares, entre áreas particulares e repartições públicas. Agora, turistas interessados em apreciar a vista do topo do Edifício Martinelli, no Centro de São Paulo, podem voltar a agendar as visitas a partir desta segunda-feira (26). A cobertura do primeiro arranha-céu da América Latina foi reaberta depois de fechada para reformas. No total, são 26 andares, entre áreas particulares e repartições públicas

terça-feira, 20 de julho de 2010

Primata considerado extinto é fotografado em Sri Lanka




A Sociedade Zoológica de Londres divulgou nesta segunda-feira, dia 19 de julho 2010, uma imagem do lóris-delgado-da-planíce-Horton (Loris tardigradus nycticeboides), animal considerado já extinto pela ciência.
A instituição afirmou que o animal foi fotografado em uma floresta na região central do Sri Lanka.
O primata, que mede 20 centímetro de comprimento, foi avistado depois que pesquisadores passaram mais de 8 dias vasculhando a floresta à procura de sinais do animal.
Essa sub-espécie do gênero lóris-delgado havia sido vista somente quatro vezes desde 1937, levando especialistas a considerarem-na extinta.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Primeira imagem do cosmos feita pelo telescópio espacial Planck, na qual é possível ver a "luz mais antiga" do universo


Linha horizontal brilhante atravessando a imagem é o eixo principal da galáxia (Foto: ESA, HFI e LFI Consortia)A agência espacial europeia divulgou nesta segunda-feira (5) a primeira imagem do cosmos feita pelo telescópio espacial Planck, na qual é possível ver a "luz mais antiga" do universo.

A luz - chamada de radiação cósmica de fundo de micro-ondas - é associada ao chamado big bang, a grande explosão na qual os cientistas acreditam que o universo foi criado, há cerca de 14 bilhões de anos.

A parte central da foto é dominada por grandes porções da nossa galáxia, a Via Láctea. A linha horizontal brilhante atravessando a imagem é o eixo principal da galáxia.

É nessa região que se formam hoje a maioria das estrelas da Via Láctea, mas como a foto registra apenas luz com comprimentos de onda longos (invisíveis ao olho humano), o que vemos na realidade não são estrelas, e sim o material do qual elas são feitas, poeira e gás.

Mas a foto também mostra, em magenta e amarelo, a radiação cósmica de fundo de micro-ondas.

Formada 380 mil anos após o Big Bang, essa radiação de calor só pôde circular pelo espaço quando um resfriamento no Universo pós-Big Bang permitiu a formação de átomos de hidrogênio.

Os cientistas dizem que, antes desse estágio, o cosmos era tão quente que matéria e radiação estavam "fundidas". O Universo, seria, então, opaco.

Os instrumentos do Planck podem detectar variações de temperatura nessa radiação antiga que auxiliam a compreensão da estrutura do Universo no momento de sua formação e que são uma espécie de rascunho de tudo o que se sucedeu depois.

Foram necessários mais de seis meses para que o telescópio espacial conseguisse montar o mapa.

O Planck, lançado ao espaço em maio do ano passado, já está montando uma segunda versão do mapa. A idéia é que ele faça pelo menos quatro versões.

Os cientistas vão precisar de tempo para analisar todas as informações e avaliar suas implicações. A divulgação formal de imagens completas da radiação cósmica de fundo e de análises científicas sobre elas não deve acontecer antes do fim de 2012.

domingo, 18 de abril de 2010

As coisas que foram eliminadas ou arruinadas, pela Internet


Para alguns, a internet é "matadora" - literalmente. Dos jornais e páginas amarelas à privacidade e contato pessoal, a rede já foi acusada de assassinar, eviscerar, arruinar e obliterar mais coisas do que o Incrível Hulk. Algumas acusações são mais verdadeiras que outras, mas a rede com certeza já fez um bom número de vítimas.

A seguir, dez coisas que foram praticamente extintas por ela, e cinco que ainda sobrevivem

1. Confiança nas enciclopédias

Agora - graças à Wikipedia - ter "conhecimento enciclopédico" sobre determinado tópico não é tão impressionante quando você leva em conta que há boa chance de que o que você pensa que sabe foi inventado por um moleque de 12 anos. Depois que um estudo elaborado em 2005 pela revista britânica Nature mostrou que a Wikipedia e a Britânica são igualmente imprecisas, a fé nas enciclopédias despencou. A Britânica atacou o estudo, dizendo que sua metodologia tinha "falhas mortais", mas era tarde demais.
Também morreu: a confiança em estudos sobre as enciclopédias.

2. Discussões na mesa de bar

Antigamente era possível matar muitas horas, e ainda mais neurônios, tomando cerveja e discutindo sobre trivia obscura. Quem foi o melhor jogador, Maradona ou Pelé? Em uma disputa mano-a-mano, quem ganharia: Robinho ou Garrincha? Agora, sempre que um fato é questionado, alguém puxa um smartphone e faz uma busca no Google, ou uma consulta ao Wolfram Alpha, e solta uma análise estatística completa sobre o tema. Qual a graça disso?

3. Aquela paixão do passado

Não importa qual o estado do seu relacionamento atual, sempre era possível escapar por alguns minutos sonhando com as paixões que se foram. Em sua mente, elas continuam tão irresistíveis quanto décadas atrás, quando eram o capitão do time de futebol ou a líder das jogadoras de vôlei. Mas agora todo mundo está no Facebook. E adivinha só? Se as fotos forem atuais, estas pessoas estão tão velhas, e gordas, quanto você.

A boa notícia? Talvez você não se importe. Há uma razão para o Facebook ser apontado como um dos motivos para 20% dos divórcios nos EUA no ano passado. E tenha cuidado com quem você reencontra: pesquisadores britânicos notaram um aumento significativo no número de doenças sexualmente transmissíveis entre a população inglesa graças em parte ao, dizem eles, aumento no número de encontros arranjados através de redes sociais.

4. Discussões civilizadas

A prática de "discordar respeitosamente" está praticamente morta, graças à internet. Falta de educação e ofensas evoluíram para verdadeiras formas de entretenimento, e sites inteiros são dedicados apenas a documentar as discussões mais acaloradas, conhecidas como "flame wars". E embora seja possível encontrar alguns fóruns de discussão e comunidades que encorajam as boas maneiras e penalizam quem ofende, estas estão se tornando incrivelmente raras.

Não concorda? Então vai pros comentários que eu vou te quebrar, palhaço!

5. Ouvir um disco inteiro

Você se lembra de colocar Dark Side of the Moon no toca-discos ou Graceland no CD Player? Seus filhos não vão se lembrar. Não só a idéia de música entregue em uma mídia física parecerá totalmente ultrapassado, como todo o conceito de "álbum" (sem falar em "álbum conceitual") passará batido por eles. Ao longo da década passada, as vendas de álbums completos nos EUA, mesmo em versões digitais, caíram 55% para chegar a apenas US$ 400 milhões em 2009, de acordo com o Nielsen Soundscan. Durante o mesmo período, as vendas de faixas individuais foram de zero para quase US$ 1.2 bilhão.

O iTunes da Apple e as redes de compartilhamento de arquivos destruíram completamente a noção de ouvir mais de uma música de determinado artista de cada vez. "Pai, como você fazia antes da Apple inventar o Shuffle? Caramba, como você é velho!"

6. Perícia

Antes da internet, se você quisesse ser considerado um perito em determinado assunto precisaria ter experiência e qualificação na área. Agora tudo o que é preciso é de um blog e uma quantidade suficiente de cara-de-pau. Por exemplo, em uma pesquisa recente conduzida pela PR Week, 52% dos blogueiros se consideravam "jornalistas". Talvez porque se considerar um mero "digitador" não é tão impressionante.

7. A reputação da Nigéria

Houve um tempo em que a Nigéria era uma nação soberana na África cujo principal produto de exportação era o petróleo. Agora, seu principal produto parecem ser mensagens de e-mail falsas procurando otários dispostos a ajudar ex-ministros a roubar milhões de dólares. O nome do país ficou tão associado a estas mensagens que elas ficaram conhecidas como "Golpe 419" (419 Scam), por causa da seção do código-penal nigeriano que violam.

Mas nós temos um meio para consertar a reputação nigeriana. Vamos divulgá-lo assim que alguém de lá depositar US$ 35 milhões em uma de nossas contas numeradas na Suíça.

8. Ortografia

Você pode culpar o crescimento das mensages de texto, o Windows Live Messenger ou mesmo o Twitter pela morte do bom português (e inglês, e muitos outros idiomas), embora padrões menos rigorosos de qualidade adotados por blogueiros também tenham sua parcela de culpa. Será que o último revisor a sair pode "apagah as lus", ops, "apagar as luzes"?

9. Celebridades

Nos velhos tempos uma pessoa precisaria ser muito bonita ou talentosa para ser famosa. Agora, graças aos "reality shows", vídeos virais e redes sociais, quão mais gorda e imbecil ela for, melhores as chances de se tornar conhecida; Por exemplo, seus últimos 17 filmes podem ter sido uma droga (Kevin Smith, estamos falando com você), mas se você tem mais de 1.6 milhões de seguidores no Twitter, quem se importa? De fato, a batalha do rotundo diretor com a American Airlines após ele ter sido retirado de um vôo por ser gordo demais com certeza foi melhor que filmes como "Cop Out".

10. Sexo

Era algo misterioso e excitante. Para ver dois estranhos em pleno ato era preciso ir a um cinema pornô ou se tornar um voyeur. Agora a pornografia está em toda a parte, e novos vídeos de sexo com "celebridades" aparecem na rede a cada poucas semanas (felizmente, nenhum deles com o Kevin Smith). Qualquer um que tenha visto mais do que cinco minutos de "1 Night in Paris" está mais familiarizado com a anatomia da Srta. Hilton do que o ginecologista dela. Sim, sexo é cada vez mais abundante, graças à internet. Mas sabem o que ele não é mais? Sexy.

Cinco coisas que a internet não matou ou arruinou

1. Fé cega

Era de se esperar que a implosão das .com tivesse ensinado alguma coisa às pessoas. Mas estávamos errados. A fé cega nas novas tecnologias se mudou para as mídias sociais, e ultimamente anda junto com o iPad, da Apple. "Vai mudar sua vida!". Claro....

2. A confiança na "sabedoria das multidões"

Só não sabemos ainda o porquê. Qualquer um que já tenha usado sites como o Digg, Reddit ou mesmo Google sabe que as coisas mais populares na Internet são raramente as melhores. No final das contas, as multidões não são melhores que os indivíduos. São só mais barulhentas.

3. Lojas "de verdade"

As boas e velhas lojas "de verdade" ainda estão conosco, apesar dos esforços da Amazon, Buy.com e similares.

4. Disfarces

A internet permite que as pessoas se reinventem de formas que nunca seriam possíveis no mundo real. Você pode ser um gordo de 40 anos que não consegue mais ver os dedões do próprio pé há uma década, mas seu avatar no Second Life é um garotão sarado. Com pele azul e um rabo.

5. Chuck Norris

Só Chuck Norris é poderoso o suficiente para matar Chuck Norris, e ainda assim ele se replicaria automaticamente.

domingo, 11 de abril de 2010

PIAGET E VYGOSTSKY -DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS

Do que foi visto, é possível afirmar que tanto Piaget como Vygotsky concebem a criança como um ser ativo, atento, que constantemente cria hipóteses sobre o seu ambiente. Há, no entanto, grandes diferenças na maneira de conceber o processo de desenvolvimento. As principais delas, em resumo, são as seguintes:



A) QUANTO AO PAPEL DOS FATORES INTERNOS E EXTERNOS NO DESENVOLVIMENTO

Piaget privilegia a maturação biológica; Vygotsky, o ambiente social, Piaget, por aceitar que os fatores internos preponderam sobre os externos, postula que o desenvolvimento segue uma seqüência fixa e universal de estágios. Vygotsky, ao salientar o ambiente social em que a criança nasceu, reconhece que, em se variando esse ambiente, o desenvolvimento também variará. Neste sentido, não se pode aceitar uma visão única, universal, de desenvolvimento humano.



B) QUANTO À CONSTRUÇÃO REAL

Piaget acredita que os conhecimentos são elaborados espontaneamente pela criança, de acordo com o estágio de desenvolvimento em que esta se encontra. A visão particular e peculiar (egocêntrica) que as crianças mantêm sobre o mundo vai, progressivamente, aproximando-se da concepção dos adultos: torna-se socializada, objetiva. Vygotsky discorda de que a construção do conhecimento proceda do individual para o social. Em seu entender a criança já nasce num mundo social e, desde o nascimento, vai formando uma visão desse mundo através da interação com adultos ou crianças mais experientes. A construção do real é, então, mediada pelo interpessoal antes de ser internalizada pela criança. Desta forma, procede-se do social para o individual, ao longo do desenvolvimento.



C) QUANTO AO PAPEL DA APRENDIZAGEM

Piaget acredita que a aprendizagem subordina-se ao desenvolvimento e tem pouco impacto sobre ele. Com isso, ele minimiza o papel da interação social. Vygotsky, ao contrário, postula que desenvolvimento e aprendizagem são processos que se influenciam reciprocamente, de modo que, quanto mais aprendizagem, mais desenvolvimento.



D) QUANTO AO PAPEL DA LINGUAGEM NO DESENVOLVIMENTO E Á RELAÇÃO ENTRE LINGUAGEM E PENSAMENTO

Segundo Piaget, o pensamento aparece antes da linguagem, que apenas é uma das suas formas de expressão. A formação do pensamento depende, basicamente, da coordenação dos esquemas sensorimotores e não da linguagem.Esta só pode ocorrer depois que a criança já alcançou um determinado nível de habilidades mentais, subordinando-se, pois, aos processos de pensamento. A linguagem possibilita à criança evocar um objeto ou acontecimento ausente na comunicação de conceitos.Piaget, todavia, estabeleceu uma clara separação entre as informações que podem ser passadas por meio da linguagem e os processos que não parecem sofrer qualquer influência dela. Este é o caso das operações cognitivas que não podem ser trabalhadas por meio de treinamento específico feito com o auxílio da linguagem. Por exemplo, não se pode ensinar, apenas usando palavras, a classificar, a seriar, a pensar com responsabilidade.

Já para Vygotsky, pensamento e linguagem são processos interdependentes, desde o início da vida. A aquisição da linguagem pela criança modifica suas funções mentais superiores: ela dá uma forma definida ao pensamento, possibilita o aparecimento da imaginação, o uso da memória e o planejamento da ação. Neste sentido, a linguagem, diferentemente daquilo que Piaget postula, sistematiza a experiência direta das crianças e por isso adquire uma função central no desenvolvimento cognitivo, reorganizando os processos que nele estão em andamento.



Síntese das idéias da Vygotsky



Para Vygotsky, a cultura molda o psicológico, isto é, Determina a maneira de pensar. Pessoas de diferentes culturas têm diferentes perfis psicológicos. As funções psicológicas de uma pessoa são desenvolvidas ao longo do tempo e mediadas pelo social, através de símbolos criados pela cultura. A linguagem representa a cultura e depende do intercâmbio social. Os conceitos são construídos no processo histórico e o cérebro humano é resultado da evolução. Em todas as culturas, os símbolos culturais fazem a mediação. Os conceitos são construídos e internalizados de maneira não linear e diferente para cada pessoa.Toda abordagem é feita de maneira de maneira holística (ampla) e o cotidiano é sempre em movimento, em transformação. È a Dialética.A palavra é o microcosmo, o início de tudo e tem vários significados, ou seja, é polissêmica; a mente vai sendo substituída historicamente pala pessoa, que é sujeito do seu conhecimento.

Vygotsky desenvolveu um grande trabalho, reconhecido pelos estudiosos sobre a formação de conceitos. Os conceitos espontâneos ou do cotidiano, também chamados de senso comum, são aqueles que não passaram pelo crivo da ciência. Os conceitos científicos são formais, organizados, sistematizados, testados pelos meios científicos, que em geral são transmitidos pela escola e que aos poucos vão sendo incorporados ao senso comum. Trabalha com a idéia de zonas de desenvolvimento. Todos temos uma zona de desenvolvimento real, composta por conceitos que já dominamos. Vamos imaginar que numa escala de zero a 100, estamos no 30; esta é a zona de desenvolvimento real nossa. Para os outros 70, sendo o nosso potencial, Vygotsky chama de ZONA de DESENVOLVIMENTO PROXIMAL. Se uma pessoa chega ao 100, a sua Zona de Desenvolvimento Proximal será ampliada, porque estamos sempre adquirindo conceitos novos. Estabelece três estágios na aquisição desses conceitos.O 1º é o dos Conceitos Sincréticos, ainda psicológicos evolui em fases e a escrita acompanha. Uma criança de,aproximadamente, três anos de idade escreve o nome da mãe ou do pai, praticando a Escrita Indecifrável, ou seja, se o pai é alto, ela faz um risco grande, se a mãe é baixa, ela risca algo pequeno.Aproximadamente aos 4 anos de idade, a criança entra numa nova fase, a Escrita Pré-silábica, que pode ser Unigráfica: semelhante ao desenho anterior, mas mais bem elaborado; Letras Inventadas: não é possível ser entendido, porque não pertence a nenhum sistema de signo; Letras Convencionais: jogadas aleatoriamente sem obedecer a nenhuma seqüência lógica de escrita.

No desenvolvimento, aos 4 ou 5 anos, a criança entra na fase da Escrita Silábica, quando as letras convencionais representam sílabas, não separa vogais e consoantes, faz uma mistura e às vezes só maiúsculas ou só minúsculas.

Com aproximadamente 5 anos, a criança entra em outra fase, a Escrita Silábica Alfabética. Neste momento a escrita é caótica, faltam letras, mas apresenta evolução em relação à fase anterior.

Com mais ou menos 6 anos de idade, a criança entra na fase da Escrita Alfabética: já conhece o valor sonoro das letras, mas ainda erra.Somente com o hábito de ler e escrever que esses erros vão sendo corrigidos.Ferreiro aconselha não corrigir a escrita da criança durante as primeiras fases. No início, ela não tem estrutura e depois vai adquirindo aos poucos. Nesse instante o erro deve ser trabalhado, porque a criança está adquirindo as estruturas necessárias.

Sobre educação de adultos, considera que as fases iniciais já foram eliminadas, porque mesmo sendo analfabeta, a pessoa conhece números e letras.

Considera a Zona de Desenvolvimento Proximal de Vygotsky, a lei de equilíbrio e desequilíbrio de Piaget e a internalização do conhecimento. Trabalha com hipóteses, no contexto, com visão de processo, aceitando a problematização, dentro da visão Dialética holística.


Teoria Piagetiana
A Psicologia de Piaget está fundamentada na idéia de equilibração e desequilibração. Quando uma pessoa entra em contato com um novo conhecimento, há naquele momento um desequilíbrio e surge a necessidade, de voltar ao equilíbrio. O processo começa com a assimilação do elemento novo, com a incorporação às estruturas já esquematizadas, através da interação. Há mudanças no sujeito e tem início o processo de acomodação, que aos poucos chega à organização interna. Começa a adaptação externa do sujeito e a internalização já aconteceu. Um novo desequilíbrio volta a acontecer e pode ser provocada por carência, curiosidade, dúvida etc. O movimento é dialético (de movimento constante) e o domínio afetivo acompanha sempre o cognitivo (habilidades intelectuais), no processo endógeno.
Piaget trabalhou o desenvolvimento humano em etapas, períodos, estágios etc.

Erro na teoria Piagetiana
Se uma pessoa erra e continua errando, uma das três situações está ocorrendo:
· Se a pessoa não tem estrutura suficiente para compreender determinado conhecimento, deve-se criar um ambiente melhor de trabalho, clima, diálogo, porque é impossível criar estruturas necessárias. EX: não se deve ensinar conhecimentos abstratos, teorias complicadas para uma criança que ainda não atingiu a faixa etária esperada, que se encontra no período das operações concretas;
· Se a pessoa possui estruturas em formação, o professor deve trabalhar com a idéia de que o erro é construtivo, deve fazer a mediação, ajudando o aluno a superar as dificuldades;
· Se a pessoa possui estruturas e não aprende, os procedimentos estão errados. O professor fará intervenção para que o aluno tome consciência do erro. Em muitos casos quem deve mudar os seus procedimentos é o professor

domingo, 4 de abril de 2010

História da Páscoa


As origens do termo

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.
A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

História da Páscoa

A primeira Páscoa aconteceu lá no Antigo Testamento (Êxodo 12), quando Deus mandou Moisés tirar o seu povo do Egito, pois estavam lá como escravos, e Deus queria que eles voltassem a ser livres.
Antes do povo hebreu partir, cada família deveria preparar em casa a última refeição antes da longa viagem que fariam pelo deserto.
Prepararam um cordeiro assado, pães ázimos (sem fermento, para lembrar que saíram com pressa do Egito) e ervas amargas (para lembrar do sofrimento do povo no deserto, rumo à Terra Prometida). Todas as casas deveriam passar o sangue do cordeiro nos umbrais das portas, como sinal da submissão a Deus e também para preservar a vida. Esta Páscoa, para os hebreus, representou um tempo de esperança e libertação, a passagem pelo deserto para chegar em um lugar preparado por Deus, muito melhor de se viver.
Essa tradição foi mantida pelo povo de Deus ao longo dos anos e das gerações. O ritual era repetido para lembrar que Deus libertou e caminhou com o povo de Israel. E Deus caminha até hoje conosco, que somos também seu povo.
E Deus deseja nos libertar mais uma vez. Deseja se relacionar conosco e nos amar. Como prova desse amor, Deus mandou seu Filho Jesus para nos salvar e dar vida eterna. Antes da sua morte, Jesus celebrou a última Páscoa com seus discípulos (Lucas 22.7-20), instituindo a Santa Ceia - que é celebrada por nós até hoje. Naquele momento, Jesus estava dizendo que se entregaria em nosso lugar, para que vivêssemos com Ele. Cristo morreu em nosso lugar, na cruz, nos libertando do nosso pecado.
Mas depois de três dias, Jesus ressuscitou! Assim como a lagarta no casulo se transforma em uma linda borboleta, Jesus deixou o túmulo e voltou a viver. Ele foi para junto do Pai, mas deixou conosco o consolador e animador, o Espírito Santo.
E hoje o nosso desafio, cristãos, é continuar anunciando a vida plena que Jesus pode dar. Essa é a história do Deus que ama seu povo e deseja andar sempre com ele. Deus ama você e sua família e deseja transformar sua história, trazendo-lhe vida abundante!
Para nós, cristãos, a Páscoa é a festa que comemora a ressurreição de Jesus Cristo.
Para os judeus, os descendentes dos hebreus, a Páscoa é a festa que comemora a saída dos hebreus do Egito, onde eram escravos. Embora sejam acontecimentos diferentes, tanto a Páscoa cristã como a judaica têm o mesmo sentido: a libertação.

Entre as civilizações antigas

Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.

A Páscoa Judaica

Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moises, fugiram do Egito.
Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.

A Páscoa entre os cristãos

Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior al equinócio da Primavera (21 de março).
Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.

A História do coelhinho da Páscoa e os ovos

A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.
Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida.
A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII
Os símbolos da Páscoa
Nas últimas cinco décadas a humanidade se transformou. O capitalismo tomou conta do mundo e transformou tudo (ou quase tudo) em fonte de capital, de lucro, de consumo. Assim as festas - grande parte de caráter religioso - se tornaram ocasião de um consumo maior. Entre elas temos o Natal, Páscoa, dia das mães, dia dos pais e até o dia das crianças.
Com a profanização, esses eventos perderam seus sentidos originais, humanos, familiares e religiosos. E hoje a riqueza simbólica das celebrações muitas vezes não passa de coisas engraçadas, incomuns e sem sentido. Por isso, o propósito deste artigo é tentar resgatar um pouco o sentido das coisas, das festas e celebrações e, simultaneamente, refletir sobre o sentido da vida humana.


Os ovos de páscoa

Na antigüidade os egípcios e persas costumavam tingir ovos com cores da primavera e presentear os amigos. Para os povos antigos o ovo simbolizava o nascimento. Por isso, os persas acreditavam que a Terra nascera de um ovo gigante.
Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.
Os ovos não eram comestíveis, como se conhece hoje. Era mais um presente original simbolizando a ressurreição como início de uma vida nova. A própria natureza, nestes países, renascia florida e verdejante após um rigoroso inverno.
Em alguns lugares as crianças montam seus próprios ninhos e acreditam que o coelhinho da Páscoa coloca seus ovinhos. Em outros, as crianças procuram os ovinhos escondidos pela casa, como acontece nos Estados Unidos.
Antigamente, me lembro, há mais de 20 anos, o costume era enfeitar e pintar ovos de galinha, sem gema e clara, e recheá-los com amendoim revestido com açúcar e chocolate. Os ovos de Páscoa, como conhecemos hoje (de chocolate), era produto caro e pouco abundante.
De qualquer forma o ovo em si simboliza a vida imanente, oculta, misteriosa que está por desabrochar.
A Páscoa é a festa magna da cristandade e por ela celebramos a ressurreição de Jesus, sua vitória, sua morte e a desesperança (Rm 6.9). É a festa da nova vida, a vida em Cristo ressuscitado. Por Cristo somos participantes dessa nova vida (Rm 6.5).


O chocolate

Essa história tem seu início com as civilizações dos Maias e Astecas, que consideravam o chocolate como algo sagrado, tal qual o ouro. Os astecas usavam-no como moeda.
Na Europa aparece a partir do século XVI, tornando-se popular rapidamente. Era uma mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. O chocolate, na história, foi consumido como bebida. Era considerado como alimento afrodisíaco e dava vigor. Por isso, era reservado, em muitos lugares, aos governantes e soldados. Os bombons e ovos, como conhecemos, surgem no século XX.

domingo, 14 de março de 2010

Deusas Gregas



Deusas:

HERA, a deusa do matrimônio – Um tipo tradicional de mulher, com foco no parceiro e não tanto em si mesma.

DEMÉTER, a deusa da maternidade – Para ela, a procriação é o principal motivo da existência feminina.

PERSÉFONE, a deusa menina-mulher – Atraente e sedutora, mais do que amar a um homem, este tipo ama o amor de um homem.

ATENA, a deusa independente – Mulher da sabedoria e do ofício, é feliz consigo mesma e não quer casar.

ÁRTEMIS, a deusa guerreira – Selvagem e livre, a mulher deste arquétipo busca constante superação de si mesma.

HÉSTIA, a deusa sensitiva – Simboliza o aconchego dos lares, é uma mulher em busca da paz interior.

AFRODITE, a deusa do amor e da beleza – Com magnetismo intenso, é a mais bela e governa múltiplas formas de amor e paixão.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Criação do Universo


A teoria diz que o universo é formado, em sua maioria, por galáxias pequenas. Na verdade, é formado preferencialmente por pequenas galáxias. As grandes seriam formadas pela fusão de pequenas e, posteriormente, pelo canibalismo das galáxias pequenas pelas maiores. As galáxias maiores seriam então bem mais novas. Essa teoria é conhecida como formação “de baixo para cima” e, se for verdade, seria possível encontrar vestígios das que se fundiram ou foram engolidas pelas maiores.

Os vestígios são estrelas pobres em metal. Para astrônomo, metal é qualquer elemento químico mais pesado que hidrogênio e hélio. As estrelas mais antigas formadas no universo só tinham gás, basicamente formado de hidrogênio e hélio, formados no Big Bang. Como as galáxias pequenas (na verdade as galáxias anãs) foram formadas com estrelas velhas, elas não podem ter elementos químicos pesados. Em outras palavras: elas são pobres em metais.

As estrelas pobres em metais são o elo perdido na formação de galáxias grandes. Então, se as grandes galáxias se formam a partir das galáxias anãs ricas em estrelas pobres em metais, “basta” encontrar essas estrelas para comprovar a teoria. “Basta”, então, procurar uma estrela pobre em metais no meio de 10.000 estrelas ricas em metais. Essa é a principal dificuldade em se comprovar a teoria de formação de baixo para cima, desde que foi proposta em 1978. Na verdade, estrelas pobres em metais são encontradas na Via-Láctea, mas não nas galáxias anãs vizinhas. Então, a teoria não funciona?

Um artigo publicado ontem (8) na revista Nature por um grupo de pesquisadores do Instituto Carnegie dos EUA mostra que não. Uma estrela pobre em metais foi encontrada na galáxia anã de Sculptor, a 280 mil anos-luz de distância. Essa estrela tem uma abundância de metais 100 mil vezes menor que o Sol. Na última década, buscas por estrelas como essa em galáxias anãs vizinhas tinham falhado. O artigo do pessoal do Carnegie mostra que o problema não é com a teoria, mas sim com o método de procura.

Esse resultado mostra que a teoria é sim válida e, mais especificamente, mostra que a nossa Via-Láctea foi formada canibalizando suas anãs satélites.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Planeta Terra - Blue Marble


(Reto Stöckli NASA Goddard Space Flight Center Robert Simmon MODIS Land Group MODIS Science Data Support Team MODIS Atmosphere Group MODIS Ocean Group USGS EROS Data Center USGS Terrestrial Remote Sensing Flagstaff Field Center Defense Meteorological Satellite Program)

Essa é o nome da foto do nosso planeta Terra'Blue Marble' - a imagem acima é a mais detalhada, a melhor foto da Terra já produzida pela Nasa, em cores reais, da Terra. Usando uma coleção de registros captados por satélite, cientistas e profissionais de imagem fundiram meses de observações da superfície terrestre, oceanos, gelo marítimo e nuvens em um mosaico de cada km² do planeta.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

As zebras são de listras brancas ou de listras pretas?


A genética determina a variedade de listras das zebras (em inglês). Embora o processamento específico que determina esse padrão de listras não seja conhecido, tem algo a ver com a pigmentação seletiva. As células de pele conhecidas como melanócitos produzem os pigmentos que colorem o pelo. Certos mensageiros químicos regulam quais melanócitos produzem determinado pigmento na zebra [fonte: Camazine]. Modelos matemáticos não foram capazes de prever com precisão o desenvolvimento do padrão, mas sabemos que ele ocorre na fase embrionária [fonte: The Development of Zebra Striping Pattern - em inglês].

Falando em listras, nos ocorre aquela velha questão: qual é a cor da zebra? Se você pesquisar em busca da resposta, não demorará a encontrar muitas explicações conflitantes. Mas Lisa Smith, curadora de grandes animais no zoológico de Atlanta (em inglês) reporta que o pelo é muitas vezes descrito como "preto com listras brancas". Isso faz sentido, porque o padrão resulta de ativação de pigmentos (pretos) e de sua inibição (branco). Isso significa que o pelo é preto, e as listras brancas ficam onde não existe pigmentação [fonte: Camazine]. Como confirmação, a maioria das zebras tem pele escura por sob o pelo [fonte: Smith].

As zebras de Grevy têm listras mais finas e listras negras ao longo da espinha

Ainda que as zebras todas tenham listras similares e uma aparência semelhante, exame mais próximo de sua pelagem revela diferenças marcantes entre as três espécies existentes:

Zebras de Burchell/ da planície (Equus burchelli): trata-se da mais populosa espécie de zebra, localizada no norte do Quênia. Suas listras mais largas revelam traços cinzentos, conhecidos como listras fantasma, à medida que avançam pelo corpo. Suas pernas também têm muitas áreas brancas.

Zebras de Grevy (Equus greyvi): são as zebras de maior porte, também localizadas no norte do Quênia. Apresentam listras mais estreitas, com listras pretas definidas descendo pelo meio das costas, e ventres brancos. Em função das secas e matança desses animais pelos homens, a World Conservation Union considera a zebra de Grevy como espécie em risco [fonte: National Zoo - em inglês].

Zebras de montanha (Equus zebra): localizadas no sul de Angola e na Namíbia, as zebras de montanha são as menos comum das espécies. Uma porção quadrada de pele na garganta as distingue das demais espécies. Também apresentam listras largas contra um fundo de cor creme.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Inaugurada Arena Globo em Estocolmo, Suécia


Duas gôndolas de vidro transportam vistantes até o topo da Arena Globo de Estocolmo, na Suécia, maior construção esférica do planeta, com 85 metros de altura. Cada viagem demora cerca de 20 minutos. Evento foi inaugurado nesta quarta-feira (3) em uma demonstração para a imprensa. A experiência será aberta ao público a partir de sexta (5). (Foto: AFP)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Cientistas conseguem confirmar cor de dinossauro


O sinosauropteryx era uma mistura de ave com dinossauro. Sua coloração era dada por suas penas primitivas, que ainda eram parecidas com pelos. (Jim Robins-Universidade de Bristol/Divulgação)
Pela primeira vez, cientistas conseguiram saber a cor de um dinossauro. Analisando pequenos órgãos – as melanossomas – que dão cor às penas, pesquisadores da Universidade de Bristol, na Inglaterra, descobriram que o dinossauro sinosauropteryx era laranja e tinha o rabo listrado de branco.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Os monstros marinhos existiram?


Quem nunca viu a imagem de um mapa antigo cheio de monstros, serpentes marinhas gigantes, grandes lagostas, lagartos mostruosos e outros seres assustadores? A maioria das pessoas atribui essas imagens aterradoras à imaginação fértil dos antigos cartografos Mas, alguns cientistas afirmam que algumas dessas imagens não são tão fantásticas assim.
Esses cientistas afirmam que a vida nos oceanos e maress, há 500 ou mais anos, era bem diferente dos dias de hoje. Muitas espécies diferentes existiam naquela época. Espécies que acabaram sendo extintass pelo homem. Além de haver um número maior de espéciess, existia também maior número de animais e animais de maior tamanho, pois esses não eram caçados tão indiscriminadamente como foram nos últimos séculos.
Mapa com grandes monstros marinhos feito pelo cartógrafo Cornelius de Jode em 1593.
As baleiass, por exemplo, viviam por muito mais tempo e conseguiam atingir proporções descomunais. A Baía de Guanabara, onde hoje quase não se encontra peixe nenhum, recebia milhares de baleias anualmente. Eram tão frequentes que as trombadas com navios eram muito comuns. No início do século XIX, quando o caminho mais fácil do Rio de Janeiro para Minas Gerais e São Paulo incluía um trecho marítimo entre Sepetiba e Parati, as baleias eram o grande obstáculo da viagem, pois comumente viravam as embarcações no estreito entre a Ilha Grande e Angra dos Reis.
Baleias, tubarões, golfinhos, peixes-espada, polvos, lulas, tartarugas, arraias, todos esses animais existiram em número e tamanho muito superiores aos de hoje. Quando os navegantes descreviam, emocionados, as "feras" que tinham avistado e combatido durante suas viagens, o cartógrafo as representavam em seus mapas com traços assustadores. Figuras mostruosas como deveriam parecer aos olhos dos navegantes. De que outra forma poderia ser ilustrada uma imensa baleia-azul? Afinal, é um animal que pode chegar a pesar o equivalente a 30 elefantes e medir mais de 30 metros de comprimento!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Inaugura o prédio mais alto do mundo


Dubai inaugurou o prédio mais alta do mundo de 200 andares, numa cerimônia maravilhosa nesta segunda-feira (04-01-2010), apesra da crise mundial, levando algumas pessoas a questionar se a nova torre será a glória suprema dos Emirados Árabes Unidos ou sua última glória.
O governante de Dubai, xeique Mohammed bin Rashid al-Maktoum, rebatizou o prédio de Burj Khalifa em homenagem ao presidente dos Emirados Árabes e o governante de Abu Dhabi.
A torre de 1,5 bilhão de dólares terá 200 andares e 828 metros de altura.

sábado, 2 de janeiro de 2010

FÁBULA: A BORBOLETA

glitters


Certo dia, um homem estava no quintal de sua casa e observou um casulo pendurado numa árvore. Curioso, o homem ficou admirando aquele casulo durante um longo tempo.
Ele via que a borboleta fazia um esforço enorme para tentar sair através de um pequeno buraco, sem sucesso. Depois de algum tempo, a borboleta parecia que tinha desistido de sair do casulo, as suas forças haviam se esgotado.
O homem, vendo a aflição dela para querer sair resolveu ajudá-la: pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo para libertar a borboleta. A borboleta saiu facilmente, mas seu corpo estava murcho e as suas asas amassadas.
O homem, feliz por ajudá-la a sair, ficou esperando o momento em que ela fosse abrir as asas e sair voando, mas nada aconteceu. A borboleta passou o resto da sua vida com as asas encolhidas e rastejando o seu corpo murcho. Nunca foi capaz de voar…
O homem então compreendeu que o casulo apertado e o esforço da borboleta para conseguir sair de lá, eram necessários para que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas para fortalecê-las e ela poder voar assim que se libertasse do casulo.

Moral da história: às vezes o esforço é necessário para o nosso crescimento e fortalecimento.Se vivessemos a nossa vida sem passar por quaisquer obstáculos, talvez não conseguiríamos ser tão fortes quanto podemos ser.