sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cometa Ison vem aí

Cometa Ison vem aí



Ison, nome popular do cometa C/2012 S1, foi descoberto por dois astrônomos russos em setembro de 2012. Sua órbita preliminar indica que ele se desgarrou da Nuvem de Oort, nos confins do Sistema Solar.
A Nuvem de Oort é um verdadeiro reservatório de cometas de órbita parabólica, daqueles que vêm e passam uma única vez pelo Sistema Solar e voltam para as profundezas do espaço. Isso se não fazem um mergulho suicida no Sol. Essa nuvem é composta por bilhões de asteroides com grandes quantidades de gelo. São literalmente bolas de gelo sujo, o que os tornam fortes candidatos a cometas com grandes e brilhantes caudas.
Depois de sua descoberta, uma procura no banco de imagens do projeto de monitoramento de objetos potencialmente perigosos do Mount Lemon, nos EUA, apontou que o Ison já havia sido observado em dezembro de 2011. Essa imagens iniciais mostravam que o cometa tem um brilho maior que o esperado, especialmente para a distância em que se encontrava. Desde então, ele passou a ser monitorado da Terra e do espaço, e a surpresas não demoraram a aparecer.
Mesmo a distâncias maiores que a órbita de Júpiter, o Ison é muito brilhante. Com pouca radiação solar, o brilho desse cometa surpreendeu os astrônomos e rapidamente se tornou um candidato a “cometa do século”. Algumas estimativas dizem que ele poderá ficar tão brilhante que seria observado em plena luz do dia. Mas isso é uma grande hipótese.
O Ison deverá ter seu periélio (menor distância até o Sol) no dia 28 de novembro. Essa distância deve ser de 110 mil quilômetros de sua “superfície”. Só que isso significa que o cometa deve passar por dentro de uma região ao redor do Sol chamada coroa, uma atmosfera de plasma que, apesar da baixa densidade, tem temperatura de milhões de graus.
O grande “se” vem desse mergulho na coroa. Não tanto pela temperatura, mas, por causa da pequena distância, o cometa pode se desintegrar nessa passagem pelo periélio. Para estar tão brilhante assim, ele deve ter enormes quantidades de materiais voláteis, portanto, seu núcleo deve apresentar muito gelo. A uma distância tão pequena, as forças gravitacionais do Sol são intensas demais e, agindo num núcleo pouco coeso, podem desintegrar facilmente o Ison.
A sequência de fotos que abre o post foi obtida pelo telescópio Gemini, de 8 metros de diâmetro, localizado no Havaí, entre os meses de fevereiro e maio, quando o cometa já tinha cruzado a órbita de Júpiter, a uma distância entre 730-580 milhões de quilômetros. As estimativas dão conta de que seu núcleo deve ter algo entre 5 e 6 quilômetros de diâmetro, mas sua coma (cápsula de gás e poeira que envolve o núcleo) tem uns 5 mil quilômetros de diâmetro. Observações ultravioleta do satélite Swift indicam também que o Ison lança ao espaço cerca de 850 toneladas de poeira por segundo, o que indica que esse é realmente um cometa muito ativo. Geralmente, esses objetos atingem uma atividade assim apenas depois de cruzarem o cinturão de asteroides, mas o Ison já demonstra seu poder antes mesmo de cruzar a órbita de Júpiter!
Apesar dessa atividade frenética, as imagens mostram que ela está diminuindo um pouco, conforme o cometa se aproxima do Sol. Talvez isso esteja ligado com a exaustão do monóxido e do dióxido de carbono, materiais que são muito mais voláteis e devem estar depositados em camadas mais superficiais do núcleo. Em breve, a água do cometa deve começar a ser evaporada, e, com a vinda de camadas mais profundas, em breve devem começar as explosões e sua atividade voltará a aumentar.
O Ison deve se tornar brilhante nos céus ainda em fins de outubro, logo depois do pôr do Sol. Se sobreviver ao mergulho na coroa solar, esse cometa deve se retornar aos céus na madrugada, pouco antes do amanhecer. Se isso ocorrer, ele deve ser o cometa mais brilhante em mais de 50 anos!

sábado, 11 de maio de 2013

Arranha-céus vai analisar se ele é o maior dos EUA One World Trade Center



Critério técnico pode 'diminuir' altura do One World Trade Center

Órgão que ranqueia arranha-céus vai analisar se ele é o maior dos EUA.
Prédio no local de atentados em Nova York teve ponta colocada nesta 6ª.

Do G1, em São Paulo
Vista de Manhattan com a antena instalada no One World Trade Center  (Foto: Reuters/Gary He/Insider Images/Handout )Vista de Manhattan com a ponta instalada no One World Trade Center (Foto: Reuters/Gary He/Insider Images/Handout )
Nesta sexta-feira (10), o One World Trade Center, maior prédio que ocupa a zona onde ocorreram os atentados de 11 de setembro de 2001, teve colocado seu pináculo, a ponta que lhe confere a altura de 541 metros, tornando-o o prédio mais alto do hemisfério ocidental, pelo menos segundo seus construtores. Essa altura equivale a 1776 pés, uma homenagem à independência dos EUA, ocorrida em 1776.
O One World Trade Center
em números:
 
-104 andares
- lobby com 15 m de altura
- 279 mil m² para escritórios
-70 elevadores
-9 escadas rolantes
- 93 mil m² de vidros externos
Mas sua altura não é um assunto livre de controvérsia. Acontece que, no topo do prédio, há uma estrutura similar a um mastro, com 124 metros, que, se for considerada tecnicamente uma antena, coloca o arranha-céu atrás da Willis Tower (antiga Sears Tower), em Chicago, que tem 442 metros.
O Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano, uma organização que ranqueia os prédios mais altos do mundo, esclarece que uma antena é algo removível. Após o término da construção, a instituição vai avaliar o que é a estrutura no topo One World Trade Center, e confirmar se ele é, ou não, o mais alto do Ocidente.
O prédio mais alto do mundo é o Burj Khalifa, em Dubai, com 828 metros. As Torres Gêmeas, destruídas em 11 desetembro de 2001, tinham cerca de 414 metros, sem contar a antena que havia sobre uma delas.
Bandeira americana é vista na frente do One World Trade Center (Foto: Gary Hershorn/Reuters)Bandeira americana é vista na frente do One World
Trade Center (Foto: Gary Hershorn/Reuters)
A antena do One World Trade Center é vista do passeio do Brooklyn (Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP )O One World Trade Center é visto do passeio
do Brooklyn (Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP )
Deck Turístico
A ponta colocada One World Trade Center não significa que a obra esteja terminada, tampouco que o prédio de 104 andares será aberto em breve a visitantes. A previsão é que o deck turístico, que ficará instalado nos três últimos andares e dará vista a toda Manhattan funcione apenas a partir de 2015.
Anteriormente chamado de Torre da Liberdade, o One World Trade Center é um dos quatro arranha-céus em construção em torno do local onde as Torres Gêmeas caíram, em uma parceria entre o desenvolvedor Larry Silverstein e a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, proprietária do terreno.
Segundo artigo publicado por “The Wall Street Journal”, as várias partes envolvidas no projetos são um dos fatores que fizeram a obra demorar tanto. O One World Trade Center foi planejado em 2003.  O desenho mudou três vezes nas mãos de dois diferentes arquitetos.
Ainda segundo o mesmo artigo, 55% da área útil do edifício já tem inquilinos. Um terço do prédio será ocupado pela editora Condé Nast. Outra parte será usada por órgãos governamentais, como forma de subsídio ao projeto. Uma empresa chinesa do setor imobiliário também já se comprometeu a manter escritórios no local.
Ainda assim, será necessário um milagre para que haja retorno para os US$ 3,9 bilhões nos próximos anos investidos na construção do edifício, o que o torna provavelmente o mais caro já erguido no mundo. A esperança é que, em algumas décadas, com a subida dos valores dos aluguéis, ele possa ser rentável.
A antena do One World Trade Center é instalada no One World Trade Center (Foto: Timothy A. Clary/AFP Photo)A antena do One World Trade Center é instalada no One World Trade Center (Foto: Timothy A. Clary/AFP Photo)
A vista de Manhattan do 105° andar do One World Trade Center (Foto: Mark Lennihan/AP Photo)A vista de Manhattan do 105° andar do One World Trade Center (Foto: Mark Lennihan/AP Photo)
Mulher tira foto do Empire State Building (à esq.) ao lado do One World Trade Center (centro) (Foto: Richard Drew/AP)Mulher tira foto do Empire State Building (à esq.) ao lado do One World Trade Center (centro) (Foto: Richard Drew/AP)
Antena é instalada sobre One World Trade Center em Nova York (Foto: AP)Topo é instalado no One World Trade Center, em Nova York (Foto: AP)
 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Túmulo de cantora do deus Amon-Rá é achado na cidade egípcia de Luxor

Túmulo de cantora do deus Amon-Rá é achado na cidade egípcia de Luxor

Descoberta foi feita por arqueólogos suíços.
Sarcófago foi achado na limpeza de corredor que leva a túmulo de faraó.

DA EFE
Uma equipe de arqueólogos suíços descobriu o túmulo de uma cantora do deus Amon-Rá, da 22ª dinastia (712-945 a.C.), no vale dos Reis na cidade de Luxor, a 600 quilômetros do Cairo.
O Supremo Conselho de Antiguidades do Egito anunciou neste domingo (15) que os arqueólogos encontraram o sarcófago durante os trabalhos de limpeza de um corredor que leva ao túmulo de um faraó Tutmósis III (1490-1436 a.C.).
Nesse corredor, os especialistas encontram um poço que dá acesso a uma sala de sepultamento, onde a equipe suíça achou o sarcófago da cantora, conforme comunicado divulgado pelo conselho.
O túmulo, de madeira e pintado de preto, tem escrituras em hieróglifo, que incluem o nome da artista 'Ni Hems Bastet'.
Túmulo em foto divulgada pelo Supremo Conselho de Antiguidades do Egito neste domingo (15) (Foto: AP)Túmulo em foto divulgada pelo Supremo Conselho de Antiguidades do Egito neste domingo (15) (Foto: AP)
Os arqueólogos acharam ainda perto do túmulo do faraó um muro onde o nome da cantora também aparece inscrito.
A importância dessa descoberta, de acordo com as autoridades egípcias, é provar que no vale dos Reis, na margem ocidental do Nilo, que há sepulturas de outras personalidades da época da 22ª dinastia, além dos faraós.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

NASA divulga foto conceitual do asteroide Trojan no sistema solar


Esta ilustração conceitual divulgada pela Nasa mostra o primeiro asteroide Trojan conhecido, que foi descoberto pela sonda Neowise. A sonda caçadora de asteroides faz parte da missão Wise. O asteroide, em cinza, tem a órbita bem definida e pelos próximos cem anos deve se manter a pelo menos 24 mil quilômetros de distância da Terra. A órbita da Terra é representada pelos pontos azuis. A ilustração não foi feita em escala real. (Foto: Paul Wiegert/Nasa/AP)

domingo, 27 de março de 2011

TRAVESTIS, GAROTOS DE PROGRAMA E PROSTITUTAS TEM DIREITO DE PAGAR INSS PARA TER BENEFÍCIOS E APOSENTAR

Travestis , Garotos de programa e Prostitutas podem ter suas atividades  reconhecida pelo governo desde 2002. Podem pagar INSS e ter benefícios e aposentadoria.
 Lilith é travesti, profissional do sexo, e queria que nos seus registros fosse incluída a correspondente ocupação. Desde 2002, essa atividade é reconhecida pelo Ministério do Trabalho e aceita pela Previdência na inscrição de contribuintes individuais.

Travestis , Garotos de programa e Prostitutas caso não consigam fazer a inscrição do benefício de contribuição, podem pedir ajuda de um advogado e de uma assistente social, conseguiu convencer os funcionários de que a inscrição no regime previdenciário poderia ser feita como profissional do sexo, não apenas como contribuinte individual.
Ainda que recolha a contribuição como autônoma, Travestis , Garotos de programa e Prostitutas podem ter benefícios específicos para o tipo de atividade que desempenha.


Déficit da Previdência cai 17,6% em fevereiro, para R$ 3,3 bilhões Problemas com a perícia estão no topo da lista de reclamações do INSS
Travestis, Garotos de programa e Prostitutas como ficam expostas a riscos, como violência, DSTs [Doenças Sexualmente Transmissíveis], poluição sonora... e estando enquadrada como profissional do sexo, tenham direitos que não teria se deixasse de informar sua verdadeira ocupação na inscrição de contribuição INSS.
No ano passado, por exemplo, fui assaltada e fiquei 20 dias afastada. Se já tivesse saído o INSS, eu não ficaria sem receber”, argumentou.

Segundo último levantamento do ministério, o país tem cerca de 9,41 milhões de contribuintes individuais. No entanto, o órgão informou ser impossível identificar com qual registro cada uma dessas pessoas está inscrita e que, independentemente da atividade desempenhada, todos os trabalhadores têm os mesmos direitos.
As mulheres, os garotos de programa, sendo travestis ou não, podem ter os mesmos direitos que qualquer outra pessoa que paga a Previdência. Quer outras profissionais do sexo contribuam como tal e tenham os mesmos benefícios com os quais conta hoje.
As mulheres, os garotos de programa, sendo travestis ou não, podem ter os mesmos direitos que qualquer outra pessoa que paga a Previdência. Pode demorar muitos anos, mas um dia as pessoas se aposentam.
Benefícios

De acordo com o INSS, os contribuintes individuais e facultativos, independentemente da atividade registrada, têm direito a aposentadoria por idade, por invalidez, por tempo de contribuição, especial e benefícios tais como, pensão por morte, salário-família e auxílio-reclusão.
A alíquota de contribuição desse tipo de segurado é de 20% sobre o salário de contribuição. Os contribuintes que optam pelo Plano Simplificado de Previdência Social pagam a alíquota de 11%.

sábado, 26 de março de 2011

HISTÓRIAS DE UBERLÂNDIA - PALACETE NAGHETTINI


O Palacete Ângelo Naghettine foi construído entre os anos de 1925 e 1927 por um construtor alemão que se encontrava na cidade a serviço da Prefeitura Municipal, cujo nome não pôde ser identificado.
O edifício, com três pavimentos, era o mais alto da cidade na época de sua construção e um dos mais requintados. Empregou tecnologia inovadora utilizando cimento importado, novos materiais nos acabamentos, mobiliários e ornamentos também importados.
Foi projetado para abrigar a residência da família e o estúdio de fotografia, que ocupavam o primeiro pavimento, alguns cômodos comerciais no térreo, que eram usados para outros empreendimentos do proprietário, tais como empresa funerária, óptica (a primeira da cidade), loja de jóias e fábrica de molduras de quadros e espelhos (também a primeira da cidade). O terceiro pavimento constituía-se de um mirante e sótão, que durante algum tempo foi utilizado como estúdio fotográfico.
Depois da morte do Sr. Naghettini, em 1983, a divisão dos cômodos do térreo foi alterada e alugados para estabelecimentos comerciais e adquirido pelo Sr. Vitório Siquierolli.
Após esta data, o primeiro e segundo pavimentos também foram redivididos e passaram a ser alugados para lojas. O proprietário do imóvel adquiriu o terreno da lateral esquerda e o transformou em estacionamento para as lojas. Em 2000, todo o edifício foi reformado.
O edifício de três pavimentos possui planta regular, é alinhado à calçada, tem acesso pela avenida Afonso Pena, através do pavimento térreo. Possui uma escada lateral nos fundos, datada da época da construção, que leva ao segundo pavimento onde se localizavam as demais dependências da residência.
Esse edifício marca o início das construções no espaço urbano de Uberlândia que ficou conhecido como “Cidade Nova”. Sua beleza e excentricidade nos dá mostra dos projetos arquitetônicos que estavam sendo implementados em Uberabinha no início do século XX.
Seu endereço se localiza na Av. Afonso Pena, nº 52.

TIPOS DE ENERGIA

A geração de energia elétrica sempre provoca algum efeito na natureza, mas cada processo tem suas particularidades.
Abaixo estão explicações quais as vantagens e desvantagens dos principais tipos de usinas disponíveis, levando em conta não só a questão ambiental, mas também os custos e a viabilidade de cada técnica.

Tipo de usina Vantagens Desvantagens

Hidroelétrica
- Emissão de gases causadores do efeito estufa muito baixa
- Baixo custo
- Impacto social e ambiental do represamento do rio
- Dependência (limitada) das condições climáticas

Termoelétrica a carvão
- Baixo custo de construção e combustível
- Alta produtividade
- Independência das condições climáticas
- Emissão de gases de efeito estufa muito alta (é a que mais emite)
- Poluição local do ar com elementos que causam chuva ácida e afetam a respiração

Termoelétrica a gás natural

- Baixo custo de construção
- Independência das condições climáticas
- Baixa poluição local (comparada à termoelétrica a carvão)
- Emissão de gases de efeito estufa alta (menor que a do carvão, porém significativa)
- Custo de combustível muito oscilante (atrelado ao petróleo)

Termoelétrica a biomassa

- Baixo custo de construção e combustível
- Emissão de gases de efeito estufa praticamente se anula (o ciclo do carbono fica perto de ser fechado)
- Independência das condições climáticas
- Disputa do espaço do solo com a produção de alimentos
- Caso haja desmatamentos para o cultivo, cria um novo problema ambiental

Nuclear

- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Alta produtividade
- Independência das condições climáticas- Alto custo (exige investimentos em segurança)
- Produção de rejeitos radioativos
- Risco de acidentes (a probabilidade é baixa, mas os efeitos são gravíssimos)

Eólica

- Emissão de gases de efeito estufa praticamente inexistente
- Impacto ambiental mínimo
- Baixa produtividade
- Dependência das condições climáticas
- Poluição visual

Fotovoltaica

- Baixo impacto ambiental
- Alto custo
- Baixa produtividade

Hidroelétrica
Mais de 80% da energia gerada no Brasil vem de usinas hidroelétricas. Essa energia é gerada pela correnteza dos rios, que faz girar turbinas instaladas em quedas d’água. De modo geral, a tecnologia é considerada limpa, uma vez que praticamente não emite gases de efeito estufa, que fortalecem o aquecimento global.
O grande problema ambiental – e também social – causado pelas hidroelétricas é a necessidade de represar os rios. Vastas regiões são alagadas, o que provoca não só a retirada das populações humanas do local, como alterações no ecossistema.

Usina hidroelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai (Foto: AP)

Eólica

A grande dependência do clima também é um problema das usinas eólicas – nas quais o vento move hélices que acionam turbinas. Esta alternativa não pode ser usada sozinha, é preciso que haja um sistema para complementá-la, mas faz sucesso por ser ecologicamente correta. “É energia de mais baixa emissão de gás de efeito estufa”, afirma Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia da organização ambientalista Greenpeace.
Uma alternativa é fazer com que eólicas e hidroelétricas se completem. “No Nordeste, os ventos sopram mais forte justamente na época mais seca”, exemplifica Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

Esse é o tipo de usina que mais cresce no mundo. “É a bola da vez mesmo”, diz Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da pós-graduação em engenharia da UFRJ. Por isso mesmo, o custo vem caindo.

Contudo, não é muito potente, e é preciso instalar várias usinas lado a lado para se obter bons resultados. Na Europa, já há comunidades que reclamam da poluição visual, que prejudica o turismo, relatam Schaeffer e Tolmasquim.

Parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul (Foto: Bernardo Fiusa/Divulgação)

TERMOELÉTRICAS
As usinas termoelétricas são o tipo mais comum do mundo. Nela, é queimado um combustível – carvão e gás natural são os mais usados – para ferver água. O vapor gira uma turbina e assim gera energia. “São imprescindíveis”, acredita José Manuel Diaz Francisco, coordenador de comunicação e segurança da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás. “São usinas mais baratas, com tecnologia consolidada e possuem a vantagem de garantir um suprimento de energia que não depende das condições”, completa.
O processo de queima da água, no entanto, traz um efeito indesejado. “Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar”, afirma Baitelo, do Greenpeace.
Tem os piores impactos ambientais em termos de emissão de gases de efeito estufa e poluição do ar"Ricardo Baitelo, do GreenpeaceAs termoelétricas a carvão respondem por mais de 40% da produção mundial de energia; as movidas a gás ocupam o segundo lugar na lista, com cerca de 21%. Entre os dois, o carvão é mais barato, porém polui mais. Além de emitir mais gás carbônico – responsável pelo aquecimento global –, causa poluição local, emitindo substâncias como enxofre e óxido nitroso, que afetam a respiração. Hoje em dia, há filtros capazes de reduzir esses efeitos, mas eles encarecem a construção das usinas.
No Brasil, uma alternativa mais ecológica é o uso da biomassa. Quando se usa material orgânico – o mais comum no país é o bagaço da cana –, a combustão não emite gases de efeito estufa. Isso acontece porque o gás carbônico liberado é utilizado pelas plantas na fotossíntese, fechando o ciclo do carbono. Os custos são semelhantes aos das termoelétricas a carvão.

Usina nuclear na França (Foto: François Mori/AP)Nuclear
O termo mais correto para denominar uma usina nuclear é “termonuclear”. Seu funcionamento é idêntico ao das demais usinas termoelétricas, a diferença está no combustível. A fissão nuclear do urânio – ou do plutônio – gera o calor e produz, por outro lado, material radioativo que tem de ser monitorado por milhares de anos, o que é apontado como o principal problema por todos os especialistas ouvidos.

“Acredito que seja o pior tipo de energia. Por mais que setor nuclear diga que todo empreendimento energético está vinculado a acidentes, a diferença é a perversidade do acidente nuclear. A radiação se estoca no organismo e pode ser transmitida por gerações”, reclama Baitelo, do Greenpeace.

Embora acidentes sejam raros, o risco não pode ser considerado pequeno. “Risco é a probabilidade de ocorrer um acidente multiplicada pela magnitude do dano. A probabilidade de acidente é baixíssima, mas os efeitos são muito graves”, explica Schaeffer, da UFRJ. “É como ter medo de andar de avião: há menos acidentes que carro, mas, quando há, são mais graves”, completa.
Apesar do risco de acidentes, a energia nuclear é benéfica ao meio ambiente em um aspecto. “O combustível em um reator nuclear não é queimado, portanto não há emissão de gases poluentes”, destaca José Manuel Diaz Francisco, da Eletronuclear.
É uma beleza, mas é caríssimo"Roberto Schaeffer, professor de planejamento energético da UFRJ, sobre os painéis fotovoltaicosFotovoltaica
Os painéis fotovoltaicos são feitos de materiais semicondutores à base de silício. Quando recebem radiação solar, liberam elétrons e geram energia.